quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Alguem me explique sff...

O porque da forma como se cumprimenta uma mulher... encosta-se o rosto e dá-se beijos no ar... é tipo uma simulação de carinho, mas para o ar, porque muitas vezes nem temos confiança nas pessoas que cumprimenta-mos mas encostamos a cara...

Isto torna-se mais chato ainda se formos uma mulher... tem que se cumprimentar tanto homens como mulheres com o tal beijo no ar e o encosto de face... Este pensamento começou quando no local de trabalho uma colega foi apresentada a equipa, que são para ai 15 pessoas e teve que dar no mínimo 30 beijos no ar enquanto encostava a face em pessoas que nunca tinha visto.

Onde será que isto começou? alguém sabe? qual será o sentido de dar beijos no ar? deveras estranho... Sim vocês devem achar que tenho demasiado tempo livre nas mãos :P

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Oh nesta vida... a saudade de estudante....

Pois é... chegou finalmente o fim a minha vida como estudante... e a tristeza que isso me traz... Sempre fui adepto e defensor de tudo o que a vida e o espírito académico representa e é muito triste ter que deixar isso para trás.




Uma das mais belas serenatas de sempre e que representa tudo o que me vai na alma.


É com saudades que olho trás e vejo tantas e grandes recordações... As aulas a que eu não ia para jogar cartas... os companheiros e as nossas longas conversas.... as horas passadas em laboratórios na universidade a amaldiçoar os professores e os seus trabalhos... as saídas com os colegas.... o ínicio de todos os semestres a dizer "este é que é"... as tradições académicas... ahhh essas!!

(Infelizmente) entrei para uma universidade onde essas tradições eram praticamente zero, onde usar traje era visto como algo estranho, onde se eu perguntava se tinham ou iam comprar toda a gente me respondia "...mas para que?!..."

Talvez por essa falta de espírito académico e a apatia sobre as tradições académicas que me fez entrar na estudantina (não, não é tuna, existem tunas e estudantinas sendo a diferença basicamente que estudantinas são mais baseadas em estudantes da instituição no activo) da minha universidade. Foram belos tempos com muita coisa boa (e como é óbvio muita má também). Foi um sitio que considero que cresci um pouco, e aprendi a olhar para as pessoas de uma forma mais adulta.

Claro que estudantina/tuna é sinonimo de parvoíce e claro todos nós fizemos a nossa cota parte :) mas penso que me preparou mais para a vida. E não esquecer bebedeiras claro :P nunca tinha bebido tanto como lá e lá aprendi a gostar da bebida dos pobres: cerveja.

Nunca me esquecerei da minha primeira actuação como estudantino (onde passamos oficialmente a pertencer a estudantina com o nível de caloiro, antes somos projectos somente). Foi num festival na madeira, fomos numa terça e voltamos num domingo. Foi um festival em grande, muito agreste para primeiro festival acreditem... mas foi neste festival que vi o que era unidade de caloiros (e como alguns veteranos eram c@brões). A minha primeira actuação foi em Câmara de Lobos, numa serenata. Tocamos uma das nossas serenatas, a gaivota, a minha canção preferida de entre todas as nossas e ao cantarmos senti algo que não posso dizer que tenha sentido muitas vezes... Senti uma alegria enorme, algo que não sei explicar... olhar para aquele grupo a cantar aquela musica linda... senti lágrimas a escorrer pela cara, algo que acreditem não é fácil...




Gaivota

São estes o tipo de sentimentos que sinto que perdi... são as horas e as festas passadas na minha e noutras universidades, muitas horas e festas na Egas Moniz, passagens pelas queimas de Coimbra e Évora....

Mas este ultimo ano trouxe-me uma alegria que a muito esperava mas não tinha havido oportunidade e que eu já considerava impossível. Estar em palco com a estudantina em Évora. Foi uma sensação boa voltar estar em palco e principalmente naquela que considero a minha segunda cidade e por ter sido chamado a palco pelos meus antigos companheiros, num cenário digno de todas tradições associadas à universidade, os claustros da universidade de Évora....

Enfim.... recordações que se calhar nem muita gente se relaciona. Tirando uma pessoa que me acompanhou e me ajudou sempre ao longo do meu percurso. Muito obrigado do fundo do coração Dona OhNestaVida, sem ti tudo seria muito diferente. Obrigado por me aguentares nas horas difíceis e por estares comigo nas melhores.

Com isto dito fecho aqui este capitulo da minha vida, com grande pesar, mas com grandes memorias e grandes lições. Desculpem pelo post mais pesado.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Los 40 principales....porque raio?!?!


Bem... Numa recente viagem pelo país dos nuestros hermanos, nomeadamente pela Galácia tomei contacto com a realidade da radio espanhola (fiquei surpreendido mesmo assim a capacidade dos emissores da nossa radio comercial, que me acompanharam até bem dentro de território galego).

Ao passar por vários postos ao longo da viagem, houve um que me chamou a atenção na zona de Santiago de Compostela (apesar de já me terem informado que é emitido noutros pontos). A radio Cuarenta, como mostrava o radio do carro. Passava musica actual e não só espanholada, apesar de ter uma constante tal como todas as outras rádios e que me levou a chegar a uma conclusão.... os espanhóis adoram a Lady Gaga, nomeadamente esta musica:



É que está a passar constantemente, a toda a hora, de manha, há tarde, há noite.... sempre sempre sempre.... o que já de si é estranho e daria um post... Mas esta radio ainda é mais especial...

Vou reproduzir um dialogo entre a locutora de serviço e uma (estranha) ouvinte (baptizei de Mari Carmen), que uma certa noite se passou nesta dita radio (traduzido porque escrever espanhol é chato e eu não o sei fazer bem :P):

Locutora : "Temos uma ouvinte em linha, olá estás no ar."
Mari Carmen : "Olá, tudo bem?"
Locutora : "Tudo e contigo? Parece que tens um problema que queres falar"

Até aqui ok, a apresentadora é simpática (espalhafatosa como qualquer espanhola que se preze) e a Mari Carmen parece disposta a falar.

Mari Carmen : "Estava a ouvir a vossa radio, como sempre, adoro-a..."
Locutora : "...Obrigado..."
Mari Carmen : "e estou com o período e fui à wc mudar o tampão..."

e neste momento dentro do carro fica tudo oi? ela disse o que? disse mesmo isso?... mas continuava a historia.

Mari Carmen : "... e estava tão distraída que não reparei que já la tinha um e meti 1 novo, empurrando o outro e agora não consigo tirar o que já lá estava..."

oi? hein? ela esta a contar esta historia na radio nacional?!?!?!?! não pode.... mas calma ainda não fica por aqui... A locutora muito calma e normal, e como se estive habituada nestas andanças (que explicarei no fim) diz:

Locutora : "Então e já experimentaste meter os dedos e procurar?"
Mari Carmen : "Já mas não encontro.... é que nas ferias tive com um Cubano que era muito grande... e agora não consigo encontrar com os dedos..."

aqui pensamos oh meu Deus... o nível disto vai de mal a pior... mas o conselho da loucura é:

Locutora : "olha chama um amigo com os dedos mais compridos..."
Mari Carmen : "Já tinha pensado nisso mas não tenho nenhum por perto... Acho que vou ter que ir ao hospital..."

e desliga a chamada.... Estranho?! Muito... mas se vocês sintonizarem esta rádio a noite, por volta das 22 hrs (o que fizemos noutros dias) vão achar esta historia normal, porque a radio só fala de sexo e de assuntos relacionados com isso... Mas sempre desta forma e com assuntos assim....

Mas porque.....




segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Scuba-tentativa-diving (continuação)

Bem la entrámos no barco, um semi rígido enorme, éramos um grupo de cerca de 15 pessoas e arrancamos para as Berlengas. Avisaram-nos que o mar normalmente até lá é agitado e que talvez fosse melhor fecharmos os fatos já. E como tinham razão... ficámos nos lugares de trás do barco... acho que nos molhámos mais até lá que no mergulho propriamente dito.. sem exageros... ondas enormes parecia uma montanha russa (sem os loopings felizmente).
Chegámos à Flandres...não, não foi a nenhum país...é mesmo a uma zona que chamam Baía da Flandres....a consciência do que iria acontecer começou a apoderar-se de nós...lá prepararam o equipamento que faltava e "amarraram-nos" a ele até não podermos quase mexer-nos. Após uma pequena confusão de quem mergulhava com quem lá nos anunciaram que eu e a Dona Oh Nesta Vida iríamos juntos. A decisão era: vão os dois com o "instructor" e um fica a boiar enquanto ele leva o outro a habituar-se e depois esse espera enquanto ele vem à superfície buscar o que ficou... Ficou decidido que eu ficaria a espera cá em cima e a Dona O iria primeiro...
Aqui surgiu outro problema... o entrar na agua.. temos que fazer aquele movimento mesmo à filme, entrar de costas na agua. Parece mais simples do que é... Caí na agua e logo... Pimba não sei para onde é a superfície... o bocal qué dele? ah isto que esta a entrar no meu estômago é agua do mar... Não foi novamente um grande inicio... para variar... Mas pronto la recuperei e seguimos com o mergulho...
Seguindo a decisão anterior lá fiquei eu agarrado a uma bóia enquanto eles foram para baixo durante... sei la... 15 seg. A Dona teve que voltar para cima com dor de ouvidos (é normal acontecer, é preciso estar sempre a compensar a pressão) e com um pouco de medo... Então lá me ofereci para ir primeiro, e lá fui eu, concentrado no respirar, usar só a boca, compensar a pressão e cheguei ao fundo, onde pensei que iria ficar a flutuar à espera deles mas não... ele mandou-me agarrar a uma pedra ( com uns gestos que não lembravam ao diabo) e pronto lá fiquei eu, no fundo do mar, de joelhos agarrado a uma pedra, sem a mínima experiência de mergulho, a pensar: olha que agradável que isto é... então e se me falha algo.... olha um peixe... e se isto me sair da boca... olha um choco...
Se calhar não foi a decisão mais prudente da historia do mergulho digo eu... deixar 1 gajo que está a experimentar mergulho há 5 min no fundo do mar agarrado a uma pedra... Só imagino outro mergulhador a passar e a ver aquele cenário e pensar: OI?!...
Passado um pouco lá voltaram e lá foram para cima porque a Dona O atrapalhou-se com o bocal e começou a engolir alguns litros de agua e coco de peixe :P mas passado esse percalço la andamos para trás e para frente, sempre concentrado em respirar pela boca... e sempre puxados pelo instructor, porque ainda não tínhamos encontrado o meio perfeito de locomoção, alem de que o meu cinto de lastro (aquele cinto com pesos que nos mete no fundo) tinha pesos a menos o que me estava sempre a levar para a superfície... Muito bom mesmo quando estamos a tentar fazer mergulho: não conseguir ficar debaixo de agua...
Mas tirando isto tudo, ate correu bem o primeiro mergulho...

(continua com o mergulho da tarde e pensamentos da hora de almoço)

domingo, 12 de setembro de 2010

Scuba-tentativa-diving


Ontem aproveitando a boleia da smartbox da Dona Oh Nesta vida fui experimentar mergulho pela primeira vez... Experimentar é como quem diz... Tentar experimentar :P
Bem lá saímos para Peniche, já que o mergulho seria nas Berlengas. A experiência propriamente dita seria dividida em 1 mergulho de manha, almoço e outro mergulho.
Para começar bem, e como estas coisas correm-me sempre bem , mal saímos de casa entramos na auto-estrada no sentido contrário em que queríamos ir... Bom inicio...
Lá conseguimos encontrar o nosso rumo (muito obrigado xor da portagem) e la fomos nós em busca do desconhecido (pronto não desconhecido, tínhamos ido ao Oceanário :P). Chegando a Peniche fomos ter a agência que iria tratar da experiência. Pormenor importante: a smartbox tem o valor de 120€, mas eu que não tinha a smartbox só pagava 100.
Deram-nos o equipamento e disseram para irmos experimentar o fato e as botas com a frase: "Para verem a parte da frente do fato olhem para os joelhos" e eu tudo bem lá fui experimentar. Tiro o fato do saco e penso "oh diacho... isto não tem joelhos..." mas pronto vamos la vestir isto, tem aqui umas letras deve estar pelo lado certo. Vesti e pensei: ok está vestido. Olho em redor e está 1 grupo de franceses com os fatos vestidos (a andarem como o macaco Adriano, Big Show Sic, que nem uns doidos) mas todos coloridos... eu olho para o meu... é todo preto... algo se passa.... pois... está vestido do avesso... Pimba e ja vão 2 para a contagem... Isto está a correr bem...
Lá visto o fato bem, finalmente vejo que tem joelhos!!!! Pois realmente assim é mais fácil...
Venho para fora esta a Dona Oh Nesta Vida a queixar-se que o fato é demasiado pequeno (vindo a descobrir que também já tinha vestido o fato do avesso...).
Posto este inicio brilhante lá fomos nós, com a moral em alta, para o porto de Peniche onde iríamos apanhar o barco e nos seria dada uma mini explicação (ou como eles diziam briefing) de alguns procedimentos de mergulho... gostei muito da parte em que nos dizem: "Se por algum motivo ficarem sem ar na botija ou se o bocal vos sair da boca e tiverem que vir à superfície não se esqueçam: Não parem de respirar!!!" e eu pensei... "ok estou a não sei quantos metros, fiquei sem a cena de respirar na boca o que faço? continuo a respirar... agua... tem sentido claro...". Com estas explicações admiro-me como ainda estou aqui... mas pronto foi de boa vontade... Para o bem da nossa saúde assumimos que o "respirar" era libertar o ar que tínhamos nos pulmões... Achamos preferível (não sei porquê enfim...)... e ainda não saímos de terra... oh meu Deus...
Ah já vão 3...

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

...há-de...



e sim um dia vou continuar um post do Sudoeste... há-de acontecer :)

mas porque.....




Mas porque que existem pessoas que falam sempre no plural? Porque?!?!?!
Tipo quando vamos ao médico:
-"Bom dia, xor'tor";
-"Bom dia, então o que nos trás por cá?"
e a resposta deveria ser algo do tipo:
-"Ao xor'tor penso que é o facto de isto ser o seu local de trabalho digo eu, quanto a mim tenho aqui uma dor nas cruzes...."
É que é impressionante... Penso que no 2º ano de faculdade entre "Anatomia 2" e "Como passar receitas para ter viagens 1" devem ter" Como falar de uma maneira parva com os doentes". Aposto que é algo assim... só pode...
Mas infelizmente isto não se restringe à classe médica... está em todo o lado... tenham atenção e vão ver...