quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Deve ser estranho....

No seguimento de uma conversa que tive fiquei a saber que dois colegas meus de trabalho já tiveram numa relação, acabaram e agora falam na boa. Deve ser muito estranho quando tal acontece... Nunca tendo passado por um situação desse tipo (só tive um amor que mantenho ate ao dia de hoje =) ) deve fazer situações "estranhas".

Depois de ter uma relação intima com uma pessoa, tanto a nível emocional e nível físico, será que não pensam algo do tipo: "toquei-lhe no ombro, será que é algo que só um amigo faria?". Coisas assim parvas... E têm que conviver todos os dias... Acaba por não haver um período de separação... Deve ser muito complicado gerir. Conclusão: se querem arranjar alguem, façam fora do trabalho :P

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Mas porque.... parvoice que ate irrita...




Bem hoje fui confrontado com uma novidade sobre uma colega minha. A continuação de uma estupidez, para mim, que ate me irrita. Literalmente, é tão parvo para mim as pessoas não pensarem 2 minutos antes de se atirarem para coisas que pode mudar a vida toda que irrita-me mesmo.

Mas voltando a historia: aqui a uns meses vim a saber que uma colega minha tinha-se apaixonado por um amigo. Ate ai tudo bem, queremos sempre a felicidade dos outros ( neste caso.. who cares?..).
Passado pouco tempo, nova novidade: ia comprar casa com o namorado... e eu pensei eh la... então começaram a namora a 1 mês e vão comprar casa, pedir empréstimo, etc etc etc... Isto vai correr mesmo bem... Serio... O que passa na cabeça das pessoas? Algo tipo:

Gaija: Bora vivermos juntos? Mas tipo não vamos alugar uma casa, que piroseira... Vamos comprar uma!!! O nosso amor é lindo.


Gaijo: Boa ideia!!!! Vamos nos endividar o resto da vida, apostar na nossa relaçao que começou a 1 mês e vamos viver juntos, mesmo sendo quase completos estranhos, porque o amor é lindo, e nada nos vai separa!


Pimba!!! Passado 4 meses o que passou? Difícil de prever? Pois se calhar não... Separaram-se... A serio, tanta parvoíce ate doí... mesmo!!! Será que ninguém parou para pensar: eh la se calhar devíamos primeiro nos conhecer, alugar uma casa, ver como nos dávamos antes de ficarmos a pagar 400€ durante.. vah... 50 anos?!?!?!?

Porque que as pessoas são assim? Podem me responder é o amor... Epah o amor o catano... Mudanças deste tipo têm que ser pensadas e repensadas a serio. Uma coisa é namorar e tal, outra é passarem a viver juntos... Se calhar sou demasiado realista... ou então não... O que voces acham?

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Alguem me explique sff...

O porque da forma como se cumprimenta uma mulher... encosta-se o rosto e dá-se beijos no ar... é tipo uma simulação de carinho, mas para o ar, porque muitas vezes nem temos confiança nas pessoas que cumprimenta-mos mas encostamos a cara...

Isto torna-se mais chato ainda se formos uma mulher... tem que se cumprimentar tanto homens como mulheres com o tal beijo no ar e o encosto de face... Este pensamento começou quando no local de trabalho uma colega foi apresentada a equipa, que são para ai 15 pessoas e teve que dar no mínimo 30 beijos no ar enquanto encostava a face em pessoas que nunca tinha visto.

Onde será que isto começou? alguém sabe? qual será o sentido de dar beijos no ar? deveras estranho... Sim vocês devem achar que tenho demasiado tempo livre nas mãos :P

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Oh nesta vida... a saudade de estudante....

Pois é... chegou finalmente o fim a minha vida como estudante... e a tristeza que isso me traz... Sempre fui adepto e defensor de tudo o que a vida e o espírito académico representa e é muito triste ter que deixar isso para trás.




Uma das mais belas serenatas de sempre e que representa tudo o que me vai na alma.


É com saudades que olho trás e vejo tantas e grandes recordações... As aulas a que eu não ia para jogar cartas... os companheiros e as nossas longas conversas.... as horas passadas em laboratórios na universidade a amaldiçoar os professores e os seus trabalhos... as saídas com os colegas.... o ínicio de todos os semestres a dizer "este é que é"... as tradições académicas... ahhh essas!!

(Infelizmente) entrei para uma universidade onde essas tradições eram praticamente zero, onde usar traje era visto como algo estranho, onde se eu perguntava se tinham ou iam comprar toda a gente me respondia "...mas para que?!..."

Talvez por essa falta de espírito académico e a apatia sobre as tradições académicas que me fez entrar na estudantina (não, não é tuna, existem tunas e estudantinas sendo a diferença basicamente que estudantinas são mais baseadas em estudantes da instituição no activo) da minha universidade. Foram belos tempos com muita coisa boa (e como é óbvio muita má também). Foi um sitio que considero que cresci um pouco, e aprendi a olhar para as pessoas de uma forma mais adulta.

Claro que estudantina/tuna é sinonimo de parvoíce e claro todos nós fizemos a nossa cota parte :) mas penso que me preparou mais para a vida. E não esquecer bebedeiras claro :P nunca tinha bebido tanto como lá e lá aprendi a gostar da bebida dos pobres: cerveja.

Nunca me esquecerei da minha primeira actuação como estudantino (onde passamos oficialmente a pertencer a estudantina com o nível de caloiro, antes somos projectos somente). Foi num festival na madeira, fomos numa terça e voltamos num domingo. Foi um festival em grande, muito agreste para primeiro festival acreditem... mas foi neste festival que vi o que era unidade de caloiros (e como alguns veteranos eram c@brões). A minha primeira actuação foi em Câmara de Lobos, numa serenata. Tocamos uma das nossas serenatas, a gaivota, a minha canção preferida de entre todas as nossas e ao cantarmos senti algo que não posso dizer que tenha sentido muitas vezes... Senti uma alegria enorme, algo que não sei explicar... olhar para aquele grupo a cantar aquela musica linda... senti lágrimas a escorrer pela cara, algo que acreditem não é fácil...




Gaivota

São estes o tipo de sentimentos que sinto que perdi... são as horas e as festas passadas na minha e noutras universidades, muitas horas e festas na Egas Moniz, passagens pelas queimas de Coimbra e Évora....

Mas este ultimo ano trouxe-me uma alegria que a muito esperava mas não tinha havido oportunidade e que eu já considerava impossível. Estar em palco com a estudantina em Évora. Foi uma sensação boa voltar estar em palco e principalmente naquela que considero a minha segunda cidade e por ter sido chamado a palco pelos meus antigos companheiros, num cenário digno de todas tradições associadas à universidade, os claustros da universidade de Évora....

Enfim.... recordações que se calhar nem muita gente se relaciona. Tirando uma pessoa que me acompanhou e me ajudou sempre ao longo do meu percurso. Muito obrigado do fundo do coração Dona OhNestaVida, sem ti tudo seria muito diferente. Obrigado por me aguentares nas horas difíceis e por estares comigo nas melhores.

Com isto dito fecho aqui este capitulo da minha vida, com grande pesar, mas com grandes memorias e grandes lições. Desculpem pelo post mais pesado.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Los 40 principales....porque raio?!?!


Bem... Numa recente viagem pelo país dos nuestros hermanos, nomeadamente pela Galácia tomei contacto com a realidade da radio espanhola (fiquei surpreendido mesmo assim a capacidade dos emissores da nossa radio comercial, que me acompanharam até bem dentro de território galego).

Ao passar por vários postos ao longo da viagem, houve um que me chamou a atenção na zona de Santiago de Compostela (apesar de já me terem informado que é emitido noutros pontos). A radio Cuarenta, como mostrava o radio do carro. Passava musica actual e não só espanholada, apesar de ter uma constante tal como todas as outras rádios e que me levou a chegar a uma conclusão.... os espanhóis adoram a Lady Gaga, nomeadamente esta musica:



É que está a passar constantemente, a toda a hora, de manha, há tarde, há noite.... sempre sempre sempre.... o que já de si é estranho e daria um post... Mas esta radio ainda é mais especial...

Vou reproduzir um dialogo entre a locutora de serviço e uma (estranha) ouvinte (baptizei de Mari Carmen), que uma certa noite se passou nesta dita radio (traduzido porque escrever espanhol é chato e eu não o sei fazer bem :P):

Locutora : "Temos uma ouvinte em linha, olá estás no ar."
Mari Carmen : "Olá, tudo bem?"
Locutora : "Tudo e contigo? Parece que tens um problema que queres falar"

Até aqui ok, a apresentadora é simpática (espalhafatosa como qualquer espanhola que se preze) e a Mari Carmen parece disposta a falar.

Mari Carmen : "Estava a ouvir a vossa radio, como sempre, adoro-a..."
Locutora : "...Obrigado..."
Mari Carmen : "e estou com o período e fui à wc mudar o tampão..."

e neste momento dentro do carro fica tudo oi? ela disse o que? disse mesmo isso?... mas continuava a historia.

Mari Carmen : "... e estava tão distraída que não reparei que já la tinha um e meti 1 novo, empurrando o outro e agora não consigo tirar o que já lá estava..."

oi? hein? ela esta a contar esta historia na radio nacional?!?!?!?! não pode.... mas calma ainda não fica por aqui... A locutora muito calma e normal, e como se estive habituada nestas andanças (que explicarei no fim) diz:

Locutora : "Então e já experimentaste meter os dedos e procurar?"
Mari Carmen : "Já mas não encontro.... é que nas ferias tive com um Cubano que era muito grande... e agora não consigo encontrar com os dedos..."

aqui pensamos oh meu Deus... o nível disto vai de mal a pior... mas o conselho da loucura é:

Locutora : "olha chama um amigo com os dedos mais compridos..."
Mari Carmen : "Já tinha pensado nisso mas não tenho nenhum por perto... Acho que vou ter que ir ao hospital..."

e desliga a chamada.... Estranho?! Muito... mas se vocês sintonizarem esta rádio a noite, por volta das 22 hrs (o que fizemos noutros dias) vão achar esta historia normal, porque a radio só fala de sexo e de assuntos relacionados com isso... Mas sempre desta forma e com assuntos assim....

Mas porque.....




segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Scuba-tentativa-diving (continuação)

Bem la entrámos no barco, um semi rígido enorme, éramos um grupo de cerca de 15 pessoas e arrancamos para as Berlengas. Avisaram-nos que o mar normalmente até lá é agitado e que talvez fosse melhor fecharmos os fatos já. E como tinham razão... ficámos nos lugares de trás do barco... acho que nos molhámos mais até lá que no mergulho propriamente dito.. sem exageros... ondas enormes parecia uma montanha russa (sem os loopings felizmente).
Chegámos à Flandres...não, não foi a nenhum país...é mesmo a uma zona que chamam Baía da Flandres....a consciência do que iria acontecer começou a apoderar-se de nós...lá prepararam o equipamento que faltava e "amarraram-nos" a ele até não podermos quase mexer-nos. Após uma pequena confusão de quem mergulhava com quem lá nos anunciaram que eu e a Dona Oh Nesta Vida iríamos juntos. A decisão era: vão os dois com o "instructor" e um fica a boiar enquanto ele leva o outro a habituar-se e depois esse espera enquanto ele vem à superfície buscar o que ficou... Ficou decidido que eu ficaria a espera cá em cima e a Dona O iria primeiro...
Aqui surgiu outro problema... o entrar na agua.. temos que fazer aquele movimento mesmo à filme, entrar de costas na agua. Parece mais simples do que é... Caí na agua e logo... Pimba não sei para onde é a superfície... o bocal qué dele? ah isto que esta a entrar no meu estômago é agua do mar... Não foi novamente um grande inicio... para variar... Mas pronto la recuperei e seguimos com o mergulho...
Seguindo a decisão anterior lá fiquei eu agarrado a uma bóia enquanto eles foram para baixo durante... sei la... 15 seg. A Dona teve que voltar para cima com dor de ouvidos (é normal acontecer, é preciso estar sempre a compensar a pressão) e com um pouco de medo... Então lá me ofereci para ir primeiro, e lá fui eu, concentrado no respirar, usar só a boca, compensar a pressão e cheguei ao fundo, onde pensei que iria ficar a flutuar à espera deles mas não... ele mandou-me agarrar a uma pedra ( com uns gestos que não lembravam ao diabo) e pronto lá fiquei eu, no fundo do mar, de joelhos agarrado a uma pedra, sem a mínima experiência de mergulho, a pensar: olha que agradável que isto é... então e se me falha algo.... olha um peixe... e se isto me sair da boca... olha um choco...
Se calhar não foi a decisão mais prudente da historia do mergulho digo eu... deixar 1 gajo que está a experimentar mergulho há 5 min no fundo do mar agarrado a uma pedra... Só imagino outro mergulhador a passar e a ver aquele cenário e pensar: OI?!...
Passado um pouco lá voltaram e lá foram para cima porque a Dona O atrapalhou-se com o bocal e começou a engolir alguns litros de agua e coco de peixe :P mas passado esse percalço la andamos para trás e para frente, sempre concentrado em respirar pela boca... e sempre puxados pelo instructor, porque ainda não tínhamos encontrado o meio perfeito de locomoção, alem de que o meu cinto de lastro (aquele cinto com pesos que nos mete no fundo) tinha pesos a menos o que me estava sempre a levar para a superfície... Muito bom mesmo quando estamos a tentar fazer mergulho: não conseguir ficar debaixo de agua...
Mas tirando isto tudo, ate correu bem o primeiro mergulho...

(continua com o mergulho da tarde e pensamentos da hora de almoço)

domingo, 12 de setembro de 2010

Scuba-tentativa-diving


Ontem aproveitando a boleia da smartbox da Dona Oh Nesta vida fui experimentar mergulho pela primeira vez... Experimentar é como quem diz... Tentar experimentar :P
Bem lá saímos para Peniche, já que o mergulho seria nas Berlengas. A experiência propriamente dita seria dividida em 1 mergulho de manha, almoço e outro mergulho.
Para começar bem, e como estas coisas correm-me sempre bem , mal saímos de casa entramos na auto-estrada no sentido contrário em que queríamos ir... Bom inicio...
Lá conseguimos encontrar o nosso rumo (muito obrigado xor da portagem) e la fomos nós em busca do desconhecido (pronto não desconhecido, tínhamos ido ao Oceanário :P). Chegando a Peniche fomos ter a agência que iria tratar da experiência. Pormenor importante: a smartbox tem o valor de 120€, mas eu que não tinha a smartbox só pagava 100.
Deram-nos o equipamento e disseram para irmos experimentar o fato e as botas com a frase: "Para verem a parte da frente do fato olhem para os joelhos" e eu tudo bem lá fui experimentar. Tiro o fato do saco e penso "oh diacho... isto não tem joelhos..." mas pronto vamos la vestir isto, tem aqui umas letras deve estar pelo lado certo. Vesti e pensei: ok está vestido. Olho em redor e está 1 grupo de franceses com os fatos vestidos (a andarem como o macaco Adriano, Big Show Sic, que nem uns doidos) mas todos coloridos... eu olho para o meu... é todo preto... algo se passa.... pois... está vestido do avesso... Pimba e ja vão 2 para a contagem... Isto está a correr bem...
Lá visto o fato bem, finalmente vejo que tem joelhos!!!! Pois realmente assim é mais fácil...
Venho para fora esta a Dona Oh Nesta Vida a queixar-se que o fato é demasiado pequeno (vindo a descobrir que também já tinha vestido o fato do avesso...).
Posto este inicio brilhante lá fomos nós, com a moral em alta, para o porto de Peniche onde iríamos apanhar o barco e nos seria dada uma mini explicação (ou como eles diziam briefing) de alguns procedimentos de mergulho... gostei muito da parte em que nos dizem: "Se por algum motivo ficarem sem ar na botija ou se o bocal vos sair da boca e tiverem que vir à superfície não se esqueçam: Não parem de respirar!!!" e eu pensei... "ok estou a não sei quantos metros, fiquei sem a cena de respirar na boca o que faço? continuo a respirar... agua... tem sentido claro...". Com estas explicações admiro-me como ainda estou aqui... mas pronto foi de boa vontade... Para o bem da nossa saúde assumimos que o "respirar" era libertar o ar que tínhamos nos pulmões... Achamos preferível (não sei porquê enfim...)... e ainda não saímos de terra... oh meu Deus...
Ah já vão 3...

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

...há-de...



e sim um dia vou continuar um post do Sudoeste... há-de acontecer :)

mas porque.....




Mas porque que existem pessoas que falam sempre no plural? Porque?!?!?!
Tipo quando vamos ao médico:
-"Bom dia, xor'tor";
-"Bom dia, então o que nos trás por cá?"
e a resposta deveria ser algo do tipo:
-"Ao xor'tor penso que é o facto de isto ser o seu local de trabalho digo eu, quanto a mim tenho aqui uma dor nas cruzes...."
É que é impressionante... Penso que no 2º ano de faculdade entre "Anatomia 2" e "Como passar receitas para ter viagens 1" devem ter" Como falar de uma maneira parva com os doentes". Aposto que é algo assim... só pode...
Mas infelizmente isto não se restringe à classe médica... está em todo o lado... tenham atenção e vão ver...

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Festival

E mostrando um pouco a minha bipolaridade aguda... algo alegre...

Pois é, estreie-me nos festivais de verão. Foi desta c@r@lho!!!!! :P Já a muito tempo que eu e vários amigos combinávamos, naquelas nossas famosas combinações (entre as quais acho que ja planeamos conhecer meio mundo, conquistar a outra metade e talvez Marte...que Saturno fica fora de mão...): "este ano é que é!!! não escapa um!!!!!" e pronto passavam os anos e nada. Tive que me opor e dizer: "Pessoal, este é o ultimo ano de universidade deste não pode passar" e assim foi. E qual festival decidimos? ora nem mais nem menos de ir ao grande Sudoeste, para começar em grande!!!


Olhamos para o cartaz, não era dos mais fortes de sempre "mas k'sa fod@! tem algumas coisas engraçadas e a malta vai é para se divertir". Combinamos as coisas, alguns iam mais cedo (não trabalham... boa vida...) marcar local e aproveitar a praia, e eu e outro amigo iríamos lá ter mais tarde. O festival começava oficialmente na quinta e já a minha tenda estava montada desde domingo la debaixo dos pinheiros da herdade da Casa Branca, só me juntado a ela na quarta de manha!
Mal cheguei fui logo ter com um amigo a porta principal, que se apresentou com uma bebedeira (ou como a malta que eu estava, de Montemor diz: "Como um jardalhão") em cima... percebi-me logo que o festival iria ser agreste.... ele tinha montado a tenda longe de nós, porque tinha ido com mais amigos. e onde é que ele montou a tenda?! na ponta mais longiquoa do festival!!! ao pé do canal, que é longe p'ra crl do festival (e de onde a minha tenda estava). Mas há que ver o lado positivo, era a ultima antes do canal, logo era só 1 saltinho e estava-se dentro de agua. E foi logo o que fiz, ja vinha com os calções de banho, pimba molho... Apesar do receio de todas as historias que se contam do canal (olha que tem sanguessuga, olha que já houve pessoas a apanhar intoxicações, olha que tem piranhas e tubarões (?!?!?!) ) foi excelente naquele dia de calor.
Mais tarde juntei-me a malta do meu condómino (ajuntamento de tendas), mesmo não conhecendo a maior parte facilmente se faz conhecimentos. Fui logo informado do programa das festas: Praia de manha e tarde, voltar, banho na Axe (fiquei intrigado... banho na Axe?!?! mas pensei isto deve ser do alcool e da quantidade de drogas que se respira no ar).. Jantar, e ir para cima para o festival.... (continua...)

Local de esquecimento...



A poucos dias tive uma visão do mais dantesco possível... fui a 1 lar de idosos...
Neste caso um lar da Santa Casa da Misericórdia... e senti um mal estar e consternação imensos... ver os homens e mulheres que moldaram o nosso país, que fizeram imensos sacrifícios por nós , pelos nossos pais são deixados ao abandonado num profundo esquecimento, somente com um televisão num dos programas da tarde como companhia, dia após dia, após dia... Como é que nos podemos chamar civilizados se só nos consideramos seres humanos ate por volta das 70/80 anos?!?! A partir dai simplesmente ignoramos as pessoas... É mais pratico.. Como conseguimos fazer tal barbaridade e continuar a viver como se nada fosse?!...
Olhar para aquelas pessoas fez-me encher os olhos de lágrimas e só apetecer gritar: "COMO É QUE ISTO É POSSÍVEL?!"...
Outras civilizações que consideramos "atrasadas" consideram as pessoas de idade como guias, pessoas que devem ser ouvidas, que têm muito para contar e ensinar, com um elevado e destacado papel na sociedade. Nós preferimos as enfiar em casa, amontoados, muitos vezes sem nenhuma dignidade, e não termos que nos preocupar com as suas necessidades... e doeu ainda mais pensar como vai ser o meu futuro... Como vai ser com os meus pais... Que sendo filho único não ter ninguém para partilhar a tarefa de se for necessário tomar conta deles...
Que mundo que nós temos... Como somos comodistas....
Eu tenho noção que isto é ser injusto para muitas pessoas, que simplesmente não têm o tempo nem a capacidade de cuidar dos seus idosos, eu não culpo essas pessoas (raios, eu fui a 1 lar visitar um avô...), culpo sim a sociedade em que vivemos, onde não há espaço para tudo que não é "bonito" e "perfeito", onde tudo tem que ser rápido e no momento... Tudo impessoal e frio... onde esquecemos quem realmente foi e é importante para nós... Oh nesta vida... esperemos que quando formos nós as coisas estejam diferentes (deves...)

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Mas porque...



Sei que a moda é cíclica mas há certas modas que não têm sentido....
Quem nunca viu nos filmes dos anos 70's, inícios dos 80's a malta nos states a carregar aqueles mega rádios (as boombox, um dos nomes mais espectacularmente de sempre. Simples mas que diz tudo). Não havia os leitor de mp3, discmans e começavam a surgir os walkman, Era porreiro, dava estilo (e umas hérnias discais) à malta que os carregava. Mas porque raio é que agora a malta acha que é porreiro voltar a partilhar a sua musica com toda a gente a sua volta? Nos transportes públicos é 1 praga... com os seus telemóveis no máximo a ouvir a sua musica. Não interessa quem esta perto deles... crianças, idosos... nada... o que interessa é ouvir em altos berros... Só apetece chegar la e perguntar: "Oh amigo, já ouviste falar de 1 tecnologia que veio revolucionar a maneira como apreciamos a musica: os fones!! Da próxima vez que roubares um telemóvel pede uns fones também" ...
Serei o unico a pensar assim? Só pode... se calhar sou eu que sou intolerante.. mas penso que a nossa liberdade acaba onde começa os outros e porque raio tenho que estar a ouvir uma musica sobre um rapaz de boas familias que tem que bater nas suas "hoo's" porque elas não lhe estão a render...

Casamentos




Pois bem este fim de semana fui a 1 casamento e pós-me a pensar (alem de questões filosoficamente muito a frente que irei abordar noutros post (sim a missa foi 1 seca, muito tempo livre) ) em certas dicas que alguém que pense em organizar um desses eventos nos próximos tempos talvez deva ter em conta:

  1. NÃO ter um fotografo que se veste como aqueles gajos que normalmente as pessoas desviam-se com medo de serem assaltadas ou pelo menos medo de ser afectados por tanta azeitice junta... e que olha para todo que é mulher. Especialmente se ele pede poses estranhas rematando com "não pense que isto é pingareiro" (assumi que é 1 expressão da zona de não ser muito azeiteiro)
  2. NÃO organizar um casamento no final de Julho, inícios de Agosto. Sério não! Senão acabam a ter metade dos convidados no café a frente da igreja durante o casamento a beber a bela da mini ou comum jola =)
  3. NÃO esquecer de explicar aos convidados que não costumam ir aos casamentos naquela zona/religiao/epah cenas estranhas que os convidados da noiva só entram depois dela!!! (o que aconteceu a ter 1 igreja cheia a ver a noiva passar com o pai/irmão/figura do sexo masculino a leva-la para o altar?!?!?)
  4. NÃO fazer o casamento as 11 da manhã, já que as fotos e os petiscos, antes de entrar para comer, serão feitos debaixo de 1 sol africano (seguindo a 2ª dica)... só faltava ver aquelas cabeças de esqueletos de vacas...
  5. NÃO fazer o copo de agua a mais de 40 km da igreja e com a necessidade de portagens. Vá.. é tipo chato...
  6. NÃO fazer a entrada dos noivos do copo de agua ao som de Quim Barreiros (sim, todos gostamos de "põe o carro tira o carro a hora que eu quiser" mas há momentos e momentos...)
  7. E por ultimo mas muito importante: NÃO esquecer de indicar aos empregados que os vinhos/bebidas que se servem nas mesas são para serem frescos (já mencionei os 40º à sombra que estavam?)

Posto isto, tanto conselho do que não fazer eis algumas ideias que parecem boas para fazer:

  1. Fazer o casamento num bar da praia indicando no convite que o bikini e calções de banho são obrigatórios.
  2. Fazer o casamento por volta das 5. É mais fresco, a malta vai a banhos depois da cerimonia e ate fica mais barato na comida ;)
  3. Dias antes tirar uma foto dos noivos, mandar fazer 1 cartaz de cartão de tamanho real, que será usado para tirar as fotos com os convidados. Para os noivos também se divertirem, a festa também é para eles.
  4. Avisar os convidados que se querem ver beijos entre os noivos bater nos pratos e copos não chega, começa nos 5€ (vá la, eles estão no inicio de vida precisam do dinheiro =) )

Devia fazer profissão disto eu sei, mas oh... nesta vida...

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Tiques





Como diz uma colega sempre a vejo: "ENNNNNTÃÃÃÃOOOOOOO". Acho que já é compulsivo. Ela poderia simplesmente dizer: "ola, como vais" ou aquela frase (sem sentido) "tu por aqui?" ou mesmo "Estimo muito em ver-te caro colega". Mas não, por algum motivo alheio a minha (limitada) inteligência ela pensa que o melhor cumprimento do mundo é um ENNNNNTÃÃÃÃOOOOOOO (sim, dito sempre quase aos gritos).
E isto pos-me a pensar, será que as pessoas não vêem os seus tiques? Com isto não estou a dizer que não tenha os meus, mas noto e tento corrigir e só manter os que chateiam menos :P mas no dia a dia vejo de todo desde a rapariga do ENNNNNTÃÃÃÃOOOOOOO, ao gajo que cada vez que passa por mim está a fazer o barulho de puxar o cuspo (o comum escarrar) mesmo estando dentro de portas, passando pelo que tem sempre a gravata por cima do ombro (mas porque.... já vi modas começarem por menos, mas isto é simplesmente ridículo) . Já dizia o outro "oh meus amigos... não havia necessidade..."
Será que nenhum amigo destas pessoas lhe chama a atenção? "olha desculpa mas não sei se já te explicaram mas ENTAAAAAAOOOOOO é assim para os lados de um cumprimento parvo"...
Os amigos também servem para isto. Alem de passarem figuras tristes connosco (... aquelas noites no bairro e no Caldas (referência estudantil Lisboeta, perdoe-me quem não entender, tirando os Lisboetas que digam que tiveram uma vida academia, a esses não perdoou não saberem o que é o grande Caldas) ... ) também serve para nos dizermos quando temos hábitos tristes.
e eu tudo bem... oh nesta vida....

quarta-feira, 21 de julho de 2010

A primeira vez

(sim uma fita, porque desperdiçar uma boa garrafa para isto...)





O que? Um blog? Não pode... E escreve-se e tudo... fogo... estas modernices....

e assim começa a minha aventura pelo mundo bloguista, onde de espada em punho e com a moral em alta... não, não, não isto também não é um bom inicio....


Bem, um bom inicio nunca é fácil (para a maior parte das coisas), mas também o que interessa é o meio, o que se vai escrevendo neste caso. Dito isto só posso dizer que se pode esperar grandes doses de parvoíces, alguns pensamentos (pseudo) filosóficos e muita porcaria =) tal como um blog deve ser.... nesta vida....