quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Deve ser estranho....

No seguimento de uma conversa que tive fiquei a saber que dois colegas meus de trabalho já tiveram numa relação, acabaram e agora falam na boa. Deve ser muito estranho quando tal acontece... Nunca tendo passado por um situação desse tipo (só tive um amor que mantenho ate ao dia de hoje =) ) deve fazer situações "estranhas".

Depois de ter uma relação intima com uma pessoa, tanto a nível emocional e nível físico, será que não pensam algo do tipo: "toquei-lhe no ombro, será que é algo que só um amigo faria?". Coisas assim parvas... E têm que conviver todos os dias... Acaba por não haver um período de separação... Deve ser muito complicado gerir. Conclusão: se querem arranjar alguem, façam fora do trabalho :P

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Mas porque.... parvoice que ate irrita...




Bem hoje fui confrontado com uma novidade sobre uma colega minha. A continuação de uma estupidez, para mim, que ate me irrita. Literalmente, é tão parvo para mim as pessoas não pensarem 2 minutos antes de se atirarem para coisas que pode mudar a vida toda que irrita-me mesmo.

Mas voltando a historia: aqui a uns meses vim a saber que uma colega minha tinha-se apaixonado por um amigo. Ate ai tudo bem, queremos sempre a felicidade dos outros ( neste caso.. who cares?..).
Passado pouco tempo, nova novidade: ia comprar casa com o namorado... e eu pensei eh la... então começaram a namora a 1 mês e vão comprar casa, pedir empréstimo, etc etc etc... Isto vai correr mesmo bem... Serio... O que passa na cabeça das pessoas? Algo tipo:

Gaija: Bora vivermos juntos? Mas tipo não vamos alugar uma casa, que piroseira... Vamos comprar uma!!! O nosso amor é lindo.


Gaijo: Boa ideia!!!! Vamos nos endividar o resto da vida, apostar na nossa relaçao que começou a 1 mês e vamos viver juntos, mesmo sendo quase completos estranhos, porque o amor é lindo, e nada nos vai separa!


Pimba!!! Passado 4 meses o que passou? Difícil de prever? Pois se calhar não... Separaram-se... A serio, tanta parvoíce ate doí... mesmo!!! Será que ninguém parou para pensar: eh la se calhar devíamos primeiro nos conhecer, alugar uma casa, ver como nos dávamos antes de ficarmos a pagar 400€ durante.. vah... 50 anos?!?!?!?

Porque que as pessoas são assim? Podem me responder é o amor... Epah o amor o catano... Mudanças deste tipo têm que ser pensadas e repensadas a serio. Uma coisa é namorar e tal, outra é passarem a viver juntos... Se calhar sou demasiado realista... ou então não... O que voces acham?

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Alguem me explique sff...

O porque da forma como se cumprimenta uma mulher... encosta-se o rosto e dá-se beijos no ar... é tipo uma simulação de carinho, mas para o ar, porque muitas vezes nem temos confiança nas pessoas que cumprimenta-mos mas encostamos a cara...

Isto torna-se mais chato ainda se formos uma mulher... tem que se cumprimentar tanto homens como mulheres com o tal beijo no ar e o encosto de face... Este pensamento começou quando no local de trabalho uma colega foi apresentada a equipa, que são para ai 15 pessoas e teve que dar no mínimo 30 beijos no ar enquanto encostava a face em pessoas que nunca tinha visto.

Onde será que isto começou? alguém sabe? qual será o sentido de dar beijos no ar? deveras estranho... Sim vocês devem achar que tenho demasiado tempo livre nas mãos :P

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Oh nesta vida... a saudade de estudante....

Pois é... chegou finalmente o fim a minha vida como estudante... e a tristeza que isso me traz... Sempre fui adepto e defensor de tudo o que a vida e o espírito académico representa e é muito triste ter que deixar isso para trás.




Uma das mais belas serenatas de sempre e que representa tudo o que me vai na alma.


É com saudades que olho trás e vejo tantas e grandes recordações... As aulas a que eu não ia para jogar cartas... os companheiros e as nossas longas conversas.... as horas passadas em laboratórios na universidade a amaldiçoar os professores e os seus trabalhos... as saídas com os colegas.... o ínicio de todos os semestres a dizer "este é que é"... as tradições académicas... ahhh essas!!

(Infelizmente) entrei para uma universidade onde essas tradições eram praticamente zero, onde usar traje era visto como algo estranho, onde se eu perguntava se tinham ou iam comprar toda a gente me respondia "...mas para que?!..."

Talvez por essa falta de espírito académico e a apatia sobre as tradições académicas que me fez entrar na estudantina (não, não é tuna, existem tunas e estudantinas sendo a diferença basicamente que estudantinas são mais baseadas em estudantes da instituição no activo) da minha universidade. Foram belos tempos com muita coisa boa (e como é óbvio muita má também). Foi um sitio que considero que cresci um pouco, e aprendi a olhar para as pessoas de uma forma mais adulta.

Claro que estudantina/tuna é sinonimo de parvoíce e claro todos nós fizemos a nossa cota parte :) mas penso que me preparou mais para a vida. E não esquecer bebedeiras claro :P nunca tinha bebido tanto como lá e lá aprendi a gostar da bebida dos pobres: cerveja.

Nunca me esquecerei da minha primeira actuação como estudantino (onde passamos oficialmente a pertencer a estudantina com o nível de caloiro, antes somos projectos somente). Foi num festival na madeira, fomos numa terça e voltamos num domingo. Foi um festival em grande, muito agreste para primeiro festival acreditem... mas foi neste festival que vi o que era unidade de caloiros (e como alguns veteranos eram c@brões). A minha primeira actuação foi em Câmara de Lobos, numa serenata. Tocamos uma das nossas serenatas, a gaivota, a minha canção preferida de entre todas as nossas e ao cantarmos senti algo que não posso dizer que tenha sentido muitas vezes... Senti uma alegria enorme, algo que não sei explicar... olhar para aquele grupo a cantar aquela musica linda... senti lágrimas a escorrer pela cara, algo que acreditem não é fácil...




Gaivota

São estes o tipo de sentimentos que sinto que perdi... são as horas e as festas passadas na minha e noutras universidades, muitas horas e festas na Egas Moniz, passagens pelas queimas de Coimbra e Évora....

Mas este ultimo ano trouxe-me uma alegria que a muito esperava mas não tinha havido oportunidade e que eu já considerava impossível. Estar em palco com a estudantina em Évora. Foi uma sensação boa voltar estar em palco e principalmente naquela que considero a minha segunda cidade e por ter sido chamado a palco pelos meus antigos companheiros, num cenário digno de todas tradições associadas à universidade, os claustros da universidade de Évora....

Enfim.... recordações que se calhar nem muita gente se relaciona. Tirando uma pessoa que me acompanhou e me ajudou sempre ao longo do meu percurso. Muito obrigado do fundo do coração Dona OhNestaVida, sem ti tudo seria muito diferente. Obrigado por me aguentares nas horas difíceis e por estares comigo nas melhores.

Com isto dito fecho aqui este capitulo da minha vida, com grande pesar, mas com grandes memorias e grandes lições. Desculpem pelo post mais pesado.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Los 40 principales....porque raio?!?!


Bem... Numa recente viagem pelo país dos nuestros hermanos, nomeadamente pela Galácia tomei contacto com a realidade da radio espanhola (fiquei surpreendido mesmo assim a capacidade dos emissores da nossa radio comercial, que me acompanharam até bem dentro de território galego).

Ao passar por vários postos ao longo da viagem, houve um que me chamou a atenção na zona de Santiago de Compostela (apesar de já me terem informado que é emitido noutros pontos). A radio Cuarenta, como mostrava o radio do carro. Passava musica actual e não só espanholada, apesar de ter uma constante tal como todas as outras rádios e que me levou a chegar a uma conclusão.... os espanhóis adoram a Lady Gaga, nomeadamente esta musica:



É que está a passar constantemente, a toda a hora, de manha, há tarde, há noite.... sempre sempre sempre.... o que já de si é estranho e daria um post... Mas esta radio ainda é mais especial...

Vou reproduzir um dialogo entre a locutora de serviço e uma (estranha) ouvinte (baptizei de Mari Carmen), que uma certa noite se passou nesta dita radio (traduzido porque escrever espanhol é chato e eu não o sei fazer bem :P):

Locutora : "Temos uma ouvinte em linha, olá estás no ar."
Mari Carmen : "Olá, tudo bem?"
Locutora : "Tudo e contigo? Parece que tens um problema que queres falar"

Até aqui ok, a apresentadora é simpática (espalhafatosa como qualquer espanhola que se preze) e a Mari Carmen parece disposta a falar.

Mari Carmen : "Estava a ouvir a vossa radio, como sempre, adoro-a..."
Locutora : "...Obrigado..."
Mari Carmen : "e estou com o período e fui à wc mudar o tampão..."

e neste momento dentro do carro fica tudo oi? ela disse o que? disse mesmo isso?... mas continuava a historia.

Mari Carmen : "... e estava tão distraída que não reparei que já la tinha um e meti 1 novo, empurrando o outro e agora não consigo tirar o que já lá estava..."

oi? hein? ela esta a contar esta historia na radio nacional?!?!?!?! não pode.... mas calma ainda não fica por aqui... A locutora muito calma e normal, e como se estive habituada nestas andanças (que explicarei no fim) diz:

Locutora : "Então e já experimentaste meter os dedos e procurar?"
Mari Carmen : "Já mas não encontro.... é que nas ferias tive com um Cubano que era muito grande... e agora não consigo encontrar com os dedos..."

aqui pensamos oh meu Deus... o nível disto vai de mal a pior... mas o conselho da loucura é:

Locutora : "olha chama um amigo com os dedos mais compridos..."
Mari Carmen : "Já tinha pensado nisso mas não tenho nenhum por perto... Acho que vou ter que ir ao hospital..."

e desliga a chamada.... Estranho?! Muito... mas se vocês sintonizarem esta rádio a noite, por volta das 22 hrs (o que fizemos noutros dias) vão achar esta historia normal, porque a radio só fala de sexo e de assuntos relacionados com isso... Mas sempre desta forma e com assuntos assim....

Mas porque.....




segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Scuba-tentativa-diving (continuação)

Bem la entrámos no barco, um semi rígido enorme, éramos um grupo de cerca de 15 pessoas e arrancamos para as Berlengas. Avisaram-nos que o mar normalmente até lá é agitado e que talvez fosse melhor fecharmos os fatos já. E como tinham razão... ficámos nos lugares de trás do barco... acho que nos molhámos mais até lá que no mergulho propriamente dito.. sem exageros... ondas enormes parecia uma montanha russa (sem os loopings felizmente).
Chegámos à Flandres...não, não foi a nenhum país...é mesmo a uma zona que chamam Baía da Flandres....a consciência do que iria acontecer começou a apoderar-se de nós...lá prepararam o equipamento que faltava e "amarraram-nos" a ele até não podermos quase mexer-nos. Após uma pequena confusão de quem mergulhava com quem lá nos anunciaram que eu e a Dona Oh Nesta Vida iríamos juntos. A decisão era: vão os dois com o "instructor" e um fica a boiar enquanto ele leva o outro a habituar-se e depois esse espera enquanto ele vem à superfície buscar o que ficou... Ficou decidido que eu ficaria a espera cá em cima e a Dona O iria primeiro...
Aqui surgiu outro problema... o entrar na agua.. temos que fazer aquele movimento mesmo à filme, entrar de costas na agua. Parece mais simples do que é... Caí na agua e logo... Pimba não sei para onde é a superfície... o bocal qué dele? ah isto que esta a entrar no meu estômago é agua do mar... Não foi novamente um grande inicio... para variar... Mas pronto la recuperei e seguimos com o mergulho...
Seguindo a decisão anterior lá fiquei eu agarrado a uma bóia enquanto eles foram para baixo durante... sei la... 15 seg. A Dona teve que voltar para cima com dor de ouvidos (é normal acontecer, é preciso estar sempre a compensar a pressão) e com um pouco de medo... Então lá me ofereci para ir primeiro, e lá fui eu, concentrado no respirar, usar só a boca, compensar a pressão e cheguei ao fundo, onde pensei que iria ficar a flutuar à espera deles mas não... ele mandou-me agarrar a uma pedra ( com uns gestos que não lembravam ao diabo) e pronto lá fiquei eu, no fundo do mar, de joelhos agarrado a uma pedra, sem a mínima experiência de mergulho, a pensar: olha que agradável que isto é... então e se me falha algo.... olha um peixe... e se isto me sair da boca... olha um choco...
Se calhar não foi a decisão mais prudente da historia do mergulho digo eu... deixar 1 gajo que está a experimentar mergulho há 5 min no fundo do mar agarrado a uma pedra... Só imagino outro mergulhador a passar e a ver aquele cenário e pensar: OI?!...
Passado um pouco lá voltaram e lá foram para cima porque a Dona O atrapalhou-se com o bocal e começou a engolir alguns litros de agua e coco de peixe :P mas passado esse percalço la andamos para trás e para frente, sempre concentrado em respirar pela boca... e sempre puxados pelo instructor, porque ainda não tínhamos encontrado o meio perfeito de locomoção, alem de que o meu cinto de lastro (aquele cinto com pesos que nos mete no fundo) tinha pesos a menos o que me estava sempre a levar para a superfície... Muito bom mesmo quando estamos a tentar fazer mergulho: não conseguir ficar debaixo de agua...
Mas tirando isto tudo, ate correu bem o primeiro mergulho...

(continua com o mergulho da tarde e pensamentos da hora de almoço)